E a gente vai percebendo que em cada fase nos expressamos melhor de um jeito. Fazem meses que não escrevo nada, nada mesmo, meu caderninho acabou e ainda nem tive o trabalho de comprar outro, mas em compensação minha vida está cheia de desenhos, cores e arte manual. Muita coisa já mudou esse ano, muitos pensamentos, muitas idéias, muitos planos, que nem tive tempo de tentar organizar minha cabeça. Tem muita coisa querendo explodir aqui dentro, sinto uma rebelião enorme de vontades, desejos e sentimentos...
"Não se deve negar [...] que estar solto no mundo sempre foi estimulante para nós. Está associado em nossas mentes à fuga da história, opressão, lei e obrigações maçantes, com liberdade absoluta, e a estrada sempre levou para o oeste." (Wallace Stegner)
Turbilhão
14 de Junho de 2009 às 11:50
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Canto de um povo de um lugar
29 de Maio de 2009 às 08:43
Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia
Fim da tarde a terra cora
E a gente chora
Porque finda a tarde
Quando à noite a lua mansa
E a gente dança
Venerando a noite...
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Os Acrobatas
30 de Abril de 2009 às 11:58
Subamos!
Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse física dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz.
Subamos!
Como dois atletas
O rosto petrificado
No pálido sorriso do esforço
Subamos acima
Com a posse física dos braços
E os músculos desmesurados
Na calma convulsa da ascensão.
Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos!
Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!
Tu e eu, herméticos
As nádegas duras
A carótida nodosa
Na fibra do pescoço
Os pés agudos em ponta.
Como no espasmo.
E quando
Lá, acima
Além, mais longe que acima do além
Adiante do véu de Betelgeuse
Depois do país de Altair
Sobre o cérebro de Deus
Num último impulso
Libertados do espírito
Despojados da carne
Nós nos possuiremos.
E morreremos
Morreremos alto, imensamente
IMENSAMENTE ALTO.
Vinicius de Moraes
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Os homens livres jogam e brincam com a vida
27 de Abril de 2009 às 20:03
"(...) Esse tesão o faz ligar-se, forte e apaixonadamente, sem necessitar nenhuma explicação consciente, a tudo o que lhe proporciona beleza, alegria e prazer. Por isso, os homens livres jogam e brincam com a vida. Por essa razão é que não podem ser 'sérios', não ser 'responsáveis' e não ser 'coerentes'. É isso também que os leva a não ser, espontaneamente, nem mórbidos e nem pessimistas face às naturais ocorrências trágicas, próprias da fragilidade dos seres vivos. (...)"
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I'll make you banana pancakes
24 de Abril de 2009 às 08:33
"Pretend like there's no world outside
And we could pretend that all the time
Can't you see that it's just raining
There ain't no need to go outside..."
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